Novamente neste lugar comum, a chuva.
Lugar comum para pensar, reflectir, mas é também sobretudo lugar de dor, de recordações.
Chuva que desperta bem fundo esta vontade de voar.
Chuva que em mim projecta a reflexão sobre o sentido das coisas.
Chuva que me faz sonhar sobre o que é e o que poderia ser.
Chuva que acalma o coração.
Chuva que desperta o animal em mim.
A água que teima em cair, não molha somente o meu corpo,
ela molha a alma também.
É fria. Devia ser desconfortável... Mas não é.
Assim encontra o interior meu, assim frio e desconfortável...
Assim confuso e amedrontado.
Assim neste lugar comum estou, à chuva, com a chuva, minha companheira.

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