Feb 6, 2012

Relacionar...

Fico a pensar que realmente a autoridade, ela vem quando as pessoas reconhecem em nós a prática daquilo que falamos, ou seja, que fazemos aquilo que dizemos. Chegar ao fim destes anos todos e perceber que não importa o quanto tu te esforces e te derretas em função daquilo em que acreditas, vais ter sempre que provar perante alguém que afinal tu tens autoridade sobre determinado assunto ou situação. Vais ter sempre que justificar-te e arranjar argumentos que comprovem que afinal tu deste cabo do cabedal e foste onde mais ninguém quis ir e fizeste o que poucos quiseram fazer e quase nenhum faz neste momento.
Sinceramente, chegar a esta altura e ainda precisar justificar a minha hierarquia de prioridades dentro de contextos Família/Trabalho/Crenças, é de facto um pouco... irritante e frustrante. Bolas, nunca mais me mentalizo que somos todos diferentes uns dos outros e vemos a mesma coisa de formas diferentes. É que às vezes penso que todos estão a ver o que eu vejo.

Dec 8, 2011

Dissertação

Excentricidade no sentir, loucura no falar, sem limites no sonhar. Sou uma mistura de sabores e um composto de cores, envolto em sons e silêncio. Internamente estou em constante ebulição, tento impedir que a lava seja derramada com estrondo. Corro de pensamento em pensamento tal como um cão faz atrás da sua própria cauda. vivo sonhos e realidades alternativas. Pinto e repinto a tela da vida com as cores do momento, com as cores do sentir, raramente com as da razão. Obrigo-me a mim próprio a acreditar que aquilo que as pessoas vêem é aquilo que realmente sou.

Nov 10, 2011

Ali estava ela...


Em viagem nocturna, necessária para cumprir objectivos pessoais, nesta noite tive a companhia da lua cheia.
A luz intensa iluminava o caminho ao ponto de ser possível fazer uma das minhas asneiras favoritas - conduzir de luzes apagadas durante a lua cheia.
Tenho tempo para pensar e mergulho profundamente num passado tantas vezes recente como de repente parece tão antigo e inacessível. Penso nas pessoas e nas situações. Penso nos lugares e nos momentos especiais. Penso num sem número de coisas, mas sempre sou trazido à realidade do momento pela luz intensa da lua que me acompanha espreitando-me no topo do meu ombro esquerdo, acariciando-me o rosto com a luz branca e suave que confere um ambiente mágico ao caminho, ora belo com muita luz, ora tétrico quando as névoas que se deitam na estrada e nos campos são expostas em todo o seu mistério.
Gosto muito de lua cheia, é como musa inspiradora para situações diferentes sem medo de convenções e regras sociais, apenas dando lugar à magia que aquela bola de luz branca e intensa traduzem.

Oct 20, 2011

Quando eu me encontrar

E quando por fim eu me encontrar, tentarei ser razoável comigo mesmo. Não negociarei guerras nem tréguas e desfilarei sem pudor diante da minha intolerância para comigo mesmo. Sairei porta fora e não mais tentarei passar ao lado do que quer que seja. Serei um novo eu, quando por fim eu me encontrar.
Não mais fugas dos palcos, nem mais esconder das luzes, quando eu me encontrar serei capaz de fazer algodão doce nos corações de todos os actores que participam neste filme que é a vida. Serão sorrisos e apenas lágrimas de alegria. Quando eu me encontrar saberei partilhar comigo mesmo a intensa dor e todas as frustrações. Estarei sempre ao meu lado sem desistir, disponibilizarei o meu ombro e abraço sentidos para que eu possa me sentir seguro e aceite. Quando eu me encontrar não mais brincarei com coisas sérias que me ligam à eternidade, serei um só novamente, serei integro e sem fracturas. Quando eu por fim me encontrar serei sempre honesto e transparente e reaprenderei a andar.

Apr 6, 2011

Solidão - Escolha ou Inevitabilidade?

É interessante perceber ultimamente o número anormal de idosos encontrados mortos em suas casas, alguns deles há mais de 9 anos...
E eu penso, será que este é um fenómeno recente ou é algo que já acontecia mas que não era falado e agora com estas filosofias dos media que teimam em esventrar a intimidade das pessoas (e fazem-no porque alguém compra)?
O que estamos nós a fazer uns com os outros? Apregoa-se a inclusão e a igualdade mas a verdade é que não sinto isso, especialmente quando se trata dos mais idosos...
Confesso que a ideia de envelhecer não me agrada mesmo nada, fico a pensar nas limitações que terei de enfrentar... Mas não consigo ficar indiferente quando percebo que é possível viver num prédio, numa vizinhança, numa determinada localidade e só darem pela falta de alguém 5 anos após ter morrido. Essa ideia assusta-me e entristece-me até ao tutano.
Que dias são estes? Cultivamos a individualidade, cultivamos o individualismo, tornámos-nos egoístas e egocentristas até ao ponto de mais nada nem mais ninguém importar verdadeiramente.
Que triste vida têm aqueles que, avançados em idade, sofrem o impacto desta sociedade "desenvolvida", sendo lançados para um qualquer canto (se o tiverem), sem acesso a um pouco de vida, sem acesso a uma mão estendida (ainda que as haja, graças a Deus), vivendo numa prisão de ter de enfrentar cada dia depois de ter esquecido o sabor de uma companhia, de se saber que se é importante para alguém.

Mar 30, 2011

Entretanto

Entrei e senti a falta do esperado.
Esperei em vão e senti o calor das lágrimas que rolaram, indiferentes á minha tentativa pateta de as reter dentro das janelas baças.
Toquei o chão com os dedos nus, sedentos de tomarem as formas que outras tantas vezes percorreram com a segurança de quem sabe o que quer.
Assumi aquele canto da sala como sendo meu e prostrei-me. Tentei encontrar descanso nas memórias saltitantes mas apenas consegui fazer com que o buraco ficasse maior.
Encontro um ponto no teto e tento concentrar-me, preciso chegar a terra senão corro o sério risco desta viagem não ter mais volta.
De rompante, procuro erguer-me mas faltam-me as forças, falta-me a coragem.
As mãos agora misturam o produto deste momento com os cabelos. A cabeça dói. O peito está prestes a explodir... Quem apagou as luzes? Porque é que a sala se move?
Tenho dificuldade em discernir imaginação de realidade. Quero adormecer e não consigo.
Não há mais nada para mim aqui, preciso fugir. Ofegante arrasto-me até à porta que insiste em não se abrir, preciso respirar, quem me ajuda? Ninguém me vai ouvir, com certeza ninguém estará acordado a esta hora. Tento gritar mas as forças esgotaram no pranto amargo de há pouco.
Acho que vou desistir... vou tentar adormecer mesmo aqui. Preciso descansar... entretanto talvez consiga sonhar.

Mar 18, 2011

Para ser Dr. é preciso fazer disto


História inventada para uma cadeira da Univ. (sim porque eu ando na universidade), tendo como base uma imagem escolhida por cada um, no meu caso escolhi a lua cheia. Espero que gostem meus imensos leitores bloggeiros.

Era uma noite igual a tantas outras, o mesmo sentir de que pouca coisa corre bem na minha vida.

Este lugar tem assumido cada vez mais o papel de escape e desabafo para mim. Da janela do meu quarto posso ver agora a rua deserta e mal iluminada do meu bairro cinzento e sujo, degradado pela falta de cuidado de quem devia tomar conta disto.

Assim como eu. Depois de crescido sinto que ninguém, nem eu mesmo tomo conta de mim.

E esta lua cheia tão bonita?

Enfim, encontro-me novamente a reclamar comigo mesmo. Murmuro palavras de protesto contra tudo e contra todos. Esta janela tem sido o meu refúgio há já demasiado tempo.

O silêncio da rua deserta contrasta com o som ensurdecedor das vozes dentro da minha cabeça. Procuro acalmar-me e pensar que tenho ainda muito pelo que viver, pelo que lutar.

Atiro o meu olhar para dentro do pequeno quarto composto. “Ela tem muito cuidado com a família e com a casa”, penso. E agora desempregado fica mais difícil de levar as coisas a bom termo.

Sinto um nó na garganta.

A ténue luz que entra pela janela, revela as faces calmas e tranquilas da minha família. Parecem anjos…

Sou assombrado por um forte sentimento de impotência. Não temos dinheiro para comprar comida e já devo 3 meses de renda…

E esta lua cheia tão bonita?

Mar 14, 2011

Não sou de polémicas mas... ninguém se mete com o meu Benfica

O ódio é um sentimento intenso de raiva. Traduz-se na forma de
antipatia, aversão, desgosto, rancor, inimizade ou repulsa contra uma
pessoa ou algo, assim como o desejo de evitar, limitar ou destruir o
seu objectivo.
Este é o sentimento que desde há alguns anos vem sendo forjado e
alimentado por um individuo que ao perceber que grande parte da classe
política e boa parte da justiça portuguesa, não são mais que um bando
de bajuladores rascas à procura de umas migalhas de fama (putas,
viagens e jogos à borla) a quem facilmente poderia manipular!
Tendo estes invertebrados nas mãos, facilmente chegou ao controlo
absoluto de polícias, tribunais e governantes!
É assim que todos os anos a Assembleia da Republica oferece (suponho
que com o dinheiro dos contribuintes) um almoço ao bufolas corrupto,
mafioso de quem falamos!
Quem controla polícias, tribunais (juízes) e governos, controla também
uma larga trupe que vai desde árbitros (conselhos de arbitragens)
justiça desportiva (muitos acumulam nos tribunais comuns) a clubes
"amigos" que se prontificam a prostituírem-se em troca de uma subida
de divisão, uma manutenção ou uma ida às competições europeias...
Como sempre acontece nestas circunstâncias logo se perfilam uns
quantos prostitutos que fazem grande parte do trabalho sujo,
tornando-se em alguns casos mais sujos que o o seu mentor!
É o que se passa com os bácoros de Braga!
Luís Filipe Vieira diz que não entende o ódio das gentes de Braga!
Eu não entendo como Luís Filipe Vieira se deixa enganar desta maneira!
As gentes de Braga tal como as gentes do Porto, não são os canalhas
que trabalham para o foculporto ou para os bácoros de Braga!
Não são as gentes de Braga ou Porto que acossam o autocarro do Benfica.
Não são eles que agridem mães e filhos menores apenas porque trazem um
cachecol do Benfica!
Não foram as gentes do Porto que acolitaram (bruno pidá e outros já
presos) o bufolas corrupto ao tribunal de Gaia!
Não são as suas gentes que criam um clima de terror sempre que o
Benfica tem de jogar nos seus recintos...
São grupos bem organizados que visam atemorizar a nossa equipa e
fazem-no com total impunidade!
O que Luís Filipe Vieira tem de fazer é obrigar os dirigentes da liga,
responsáveis policiais e responsáveis governamentais, nomeadamente o
ministério da administração interna e secretário de estado para o
desporto a tomarem medidas que acabem com este terror, tornando-se um
hábito que leva as pessoas de bem a acreditar que é normal!
Isto não é normal, estamos num estado de direito!
Há leis para serem cumpridas!
Não podem ser os corruptos e os covardes a ditarem as suas leis!
Segue um resumo do "futebol" que se praticou em Braga...
A covarde expulsão do Javi Garcia;

Enviaram-me por e-mail e não conheço a autoria, mas sei de onde veio, veio de um coração indignado.

O assalto ao Benfica em Braga

Não gosto muito de polémicas mas esta tinha mesmo de ser.

Não consegui transportar o vídeo, por isso têm que clicar no link para observar esta miséria.

Mar 10, 2011

Impossível

O que é afinal este conceito de impossível?
O meu fiel amigo Dicionário da Língua Portuguesa 2011 da Porto Editora diz o seguinte:
Impossível 1 que não é possível 2 que não pode existir 3 que não pode realizar-se, irrealizável 4 que é estranho e invulgar, aparentemente desafiando as leis da razão 5 em que é difícil acreditar; incrível. Diz mais coisa que não é possível; grande dificuldade; esforço máximo.
Toda a minha vida tenho sido formatado e feito crer que existem coisas que são efectivamente impossíveis de fazer ou acontecer. E eu sempre pensei: com certeza Arquimedes deve igualmente ter sido bombardeado com as mesmas ideias... Cuidado Arquimedes que isso é impossível. E Galileu? Esse então sofreu na pele de forma tangível a ideia de que existem coisas que são IMPOSSÍVEIS de alcançar.
Penso em todos os trepadores de montanhas como o Evereste, em povos aventureiros como os Portugueses para quem seria com certeza impossível chegar à Índia por mar. Penso em todos os pesquisadores, todos aqueles que deram as suas vidas para ajudar pessoas em zonas de guerra, de fome, de doenças, enfim. Penso na luta pela igualdade de direitos entre brancos e negros, na luta pela emancipação das mulheres, na luta pelos direitos das crianças, tudo rotulado como sendo IMPOSSÍVEL.
Então serei eu, logo eu que habito no inabitável, que me movo nos lugares de acesso restrito de infindáveis e incontáveis mundos, uns distantes e outros nem por isso, serei eu a assumir esta atitude de IMPOSSIBILIDADE? Não, não eu. Nunca eu. Isso sim seria IMPOSSÍVEL. Quando eu QUERO alguma coisa, eu LUTO por ela e assumo a máxima da Adidas : Impossible is Nothing.
O que seria de mim se eu estivesse preso às convenções que me dizem que ainda há coisas impossíveis?...

Eu peço o impossível? Será mesmo que é impossível o que eu peço?
Pois eu digo, difícil sim, impossível nunca.