Night swimming
Deserves a quiet night
The photograph on the dashboard
Taken years ago
Turned around backwards so the windshield shows
Every street light reveales a picture in reverse
Still its so much clearer
I forgot my shirt at the waters edge
The moon is low tonight
Night swimming
Deserves a quiet night
I'm not sure all these people understand
It's not like years ago
The fear of getting caught
The recklessness in water
They cannot see me naked
These things they go away
Replaced by every day
Nightswimming
Remembering that night
September's coming soon
I'm pining for the moon
And what if there were two
Side by side in orbit
Around the fairest sun
The bright tide that ever drawn
Could not describe
Nightswimming
You I thought I knew you
You I can not judge
You I thought you knew me
This one laughing quietly
Underneath my breath
Nightswimming
The photograph reflects
Every street light a reminder
Nightswimming
Deserves a quiet night
Deserves a quiet night
Jan 31, 2011
Sim eu sei sou eu de um dos lados da porta...
Quem sou eu afinal? Que coisas tenho para apresentar?Sinto que estou a mais, carregando o peso do mundo sobre os meus ombros. Procuro ocupar a minha mente com coisas que me preencham mas está difícil...
Esforço-me por conseguir deixar do outro lado aquilo que não interessa e que tanto mal provocou no passado e continua a provocar no tempo que se chama hoje. Sequidão de estio, amargo de boca, palavras mal medidas, comportamento destrutivo, intoxicação dos relacionamentos, detonar todos os projectos menos aqueles que me deram prazer efémero, intenso mas passageiro, assim fui eu em tempos não tão remotos assim.
E agora? o que se esconde por detrás da porta? Que coisas se apresentam para ser surpreendido nesta vida?
Procuro confrontar-me sempre que possível, pois não é fácil lidar comigo próprio. Deve ser porque sou tão "diferente" e a "diferença" encontra sempre razões para se confrontar ainda que muitas vezes sem sentido e sem conclusões.Encontro sempre forma de dar a volta a mim mesmo, afinal sou o rei da argumentação - (que mal que isto me soa) - e soa mal porque sei que é verdade. Convenso-me de que não tem mal e que no fim estará sempre tudo bem, correrá tudo bem...
Espreito pela fresta que se apresenta... procuro perceber o que se encontra do outro lado e sinto um misto de medo com curiosidade. O que estará lá? Valerá a pena correr o risco de ver? E se eu atravessar? Uma série de pensamentos sobre com o eu sou e me considero fazem-me sentir apreensivo por perceber que a escuridão em mim ainda olha para mim, latente e ansiosa por se revelar. Lembra-me que em tempos rebentei a porta com um pontapé e atirei-me para o lado de lá. Olho para ela e digo para mim mesmo que não sei... já não sei de mais nada. Queria ser diferente escuridão, queria ser capaz de uma vez por todas explodir em luz em cima de ti mas sou traído pelos meus olhos, sou traído pela minha carne, cometo traição contra mim mesmo e não encontro mais em mim forças para lutar. Mas escuta escuridão não levarás a melhor sem luta, mesmo que ela seja irreal e utópica, não levarás a melhor sem luta.
Assim sou eu de um dos lados daquela porta.
Jan 16, 2011
Se cuidas de mim – Tiago Bettencourt & Mantha
Se cuidas de mim eu…
eu cuido de ti também
Dentro da minha mão
eu guardo-te bem
Se amarmos do principio
se perdermos tudo outra vez
vou marcar-te bem
como um sonho vão
dentro da minha mão
Se cuidas de mim
eu cuido de ti também
Se vens em paz
eu venho por bem
Se formos bebendo o chão deste caminho
vou guardar-te bem
agora que sei
que não vou sozinho.
por isso vem…
Há uma praia depois sombra
uma clareira para iluminar
Há um abrigo no meio das ondas
tudo é caminho para iluminar
Por isso vem.
Grito - Polo Norte
Há alturas na vida
Em que se sente o pior
Como que uma saída
Refúgio na dor
E ao olhar para trás
Pensar no que aconteceu
O que se vê não apraz
Não gritou mas escondeu
E salta a fúria em nós
Rebenta o ser mais calado
Querer puxar pela voz
Mostrar que está revoltado
À espera o tempo a passar
A desesperar
Ganhar a coragem de gritar e gritar
E é nestas alturas
Sou eu mesmo que o digo
Repensamos na falta
Que nos faz um amigo
Alguém que nos mostre a luz
E nos estenda essa mão
Diga que a vida não é cruz
Olhar para trás pedir perdão
E salta a fúria em nós
Rebenta o ser mais calado
Querer puxar pela voz
Mostrar que está revoltado
À espera o tempo a passar
A desesperar
Ganhar a a coragem de gritar e gritar
Em que se sente o pior
Como que uma saída
Refúgio na dor
E ao olhar para trás
Pensar no que aconteceu
O que se vê não apraz
Não gritou mas escondeu
E salta a fúria em nós
Rebenta o ser mais calado
Querer puxar pela voz
Mostrar que está revoltado
À espera o tempo a passar
A desesperar
Ganhar a coragem de gritar e gritar
E é nestas alturas
Sou eu mesmo que o digo
Repensamos na falta
Que nos faz um amigo
Alguém que nos mostre a luz
E nos estenda essa mão
Diga que a vida não é cruz
Olhar para trás pedir perdão
E salta a fúria em nós
Rebenta o ser mais calado
Querer puxar pela voz
Mostrar que está revoltado
À espera o tempo a passar
A desesperar
Ganhar a a coragem de gritar e gritar
Como é bom ser criança
Poder andar uma vida inteira sem saber bem o que se faz aqui, é porventura uma das maiores questões do Ser Humano, enquanto ser que pensa e que sente. Ter de enfrentar os rigores da transformação que ocorre algures entre o ser criança e o ser adulto, aquando da perda da inocência e da tomada de consciência que a vida é mais do que brincadeira e despreocupação... bem, é mesmo complicado ser adulto! Queria sempre ser criança. Poder jogar à bola na rua até às tantas, lutar contra os monstros imaginários quando se vai dormir, confiar que sempre estará tudo pronto pois alguém o fez por mim, acreditar que tudo sempre será uma eterna brincadeira. Nada de pancas, nada de paranóias, nada de convenções sociais, SOPA NAS CONVENÇÕES SOCIAIS. Ter como medos apenas não saber se aquela menina não vais gostar de nós, ah que bom é ser criança!!!
Passar horas a observar os bichos na Natureza, fazer xixi nos formigueiros, apreciar a beleza do vento a soprar nas plantas que cobrem o areal extenso da praia da claridade, sorver o ar e agradecer cada golfada que se dá, filtrando os odores agridoces que nos rodeiam. E os amigos? São o centro da vida quando somos crianças. São a extensão do nosso pequeno e frágil ser. São importantes, intocáveis até.
Cada dia é uma novidade quando se é criança, nada é uma mesmice, a não ser a escola claro. Esse sítio visceral e formatador que nos estraga umas horas de brincadeira. Só vale pelo recreio claro, aí sim não há nada como jogar à bola, subir às árvores e tentar perceber a complicada dinâmica de como se aproximar de uma menina... ah como é bom ser criança e fazer de tudo objecto de brincadeira.
Não gosto desta brincadeira de ter crescido... não quero mais brincar a isto. Vou dormir e esperar que isto passe durante a noite e amanhã, acorde e visto a bata para ir à escolinha.
Jan 9, 2011
Um qualquer desabafo
Um dia destes pensava no quanto gostaria de te ter do meu lado, conhecendo quem eu sou, os meus desejos e ansiedades. Olhares dentro dos meus olhos e veres quem eu sou na realidade. Não que eu aprecie particularmente de ser visto como sou. Ainda assim poder não gastar-me em esforços colossais para esconder o protagonista deste folhetim multicolor, de cheiros intensos e suaves e de sabor forte agridoce.
Dentro do meu quarto e de porta fechada imagino como seria se não tivesse mais que me esconder... sinto que não consigo conter as lágrimas e desfaleço diante do computador. A dor aperta-me o peito e sei que estou só. Estou só. Sozinho. Procuro escrever o que me vai na alma, mas está difícil. Que grande tonto eu sou por vezes. Levanto um pouco da capa que me cobre o coração e espero por aquele dia que há-de chegar, quando eu puder ser quem sou na realidade em um qualquer desabafo.
Subscribe to:
Posts (Atom)

