Oct 25, 2013

Resto-me eu

É o sentir. Um emaranhado que não tem fim.
Conheço a sua origem. Agride-me. Violenta-me.
Dou voz de ordem ao pensamento mas impera a rebeldia emocional.
Procuro desesperadamente o botão que desliga esta dor mas não encontro. Como farei?
O travo amargo na boca revela o sentir. A constante moínha que dói fundo na cabeça.
Nada faz sentido. Sinto-me de novo desamparado.
Como a ressaca da onda, que volta depois de partir na praia, resta-me voltar ao local de partida.
Esforço-me por conter as lágrimas. procuro pensar nos bons momentos, mas... Não consigo.
Não consigo ver.
Resto-me eu.
Como sempre foi.
Como sempre será.