Nestes dias em que vivemos, sinto que cada vez é mais difícil para o comum mortal discernir o certo do errado, o bem e o mal surgem como uma mescla, como quem mistura duas cores para obter uma terceira.
Mas esta terceira cor é muito pouco visível, é de um entendimento dúbio, pois pode ir contra o quadro de valores apreendidos com a educação e com a experiência.
Quem mais sofre com esta cor são os mais jovens que são pintados de forma a pensarem que esta nova tonalidade é normal e deve ser aceite como se sempre tivesse feito parte das nossas vidas.
Estes são os dias de demonstrar-mos, não com as nossas palavras, mas em atitudes, em comportamento, que ainda existem alternativas de vida. Estes são os dias de demonstrar-mos com as nossas próprias vidas que temos algo que eles querem, que é atraente para eles.
Para que isto aconteça é necessário pagar um preço... o preço do sacrifício e da luta de não estar nesta vida para agradar a homens mas estar aqui para ser referência positiva, credível e apetecível para estes jovens da "geração rebelde", cujos heróis são superficiais e etérios, sem conteúdo e desinteressantes.
É um alto preço... mas eu estou disposto a pagá-lo pois também eu fui um jovem numa geração complicada e com referências da treta, que me levaram a experimentar coisas que quase me mataram.
