Jun 4, 2010

O real e o concreto

Há certos momentos na vida em que precisamos parar e reflectir bem sobre aquilo que estamos a fazer, sobre o momento que estamos a passar.
De buraco negro, vazio e insasiável que pretende sugar todo o restício de energia que ainda resta, mente sempre ocupada com exercícios perigosos de montagem e desmontagem de projectos concebidos de forma inconcebível.
Viagem acidentada cheia de percursos apagados e frios de insensibilidade que chega a doer, alternando com episódios fugazes e intensos de adrenalina proibida e apetecível que preenche o resto do tempo quando me afasto e de repente a concreta realidade, sêca mas correcta cerca me e invade as minhas fronteiras impedindo as fugas às quais me refiro como viagens.
Afago no pensamento esses mundos imaginários, moldo a realidade à medida daminha loucura e aprecio todos os resultados dessas experiências que me consomem por serem um misto de prazer e impossibilidade.
É um vai-vem constante entre o limite do que é real e imaginário.
O que é real?
O que é imaginário?
"Querida Alice quero dizer-te que sinto inveja de ti. Queria eu acompanhar-te nesse mundo que não sendo teu, te adoptou para passares uma aventura que toca o completo irreal mas apetecível experimentar de sensações intensas, de encontros com personagens que povoam o imaginário daqueles que não se contentam com o real e concreto. Sortuda..."

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